De repente
De repente, me deu
vontade de escrever,
Talvez seja o calor, o
sol
Ou qualquer elemento
da natureza
Como manifesto do
pensamento
Talvez seja o fim de
ano chegando,
Para alguns, até o fim
do mundo,
Ou o começo de algo
Que parece novo, mas é
tão antigo.
Pode ser que tenha
sido por causa das pessoas,
Dos bares,
Do chope, do vento,
Ou pode ser que seja o
cão mudo e triste que atravessava a rua,
Talvez tenha sido o
cigarro que foi aceso,
Ou o que se apaga
sempre.
Quem sabe tenha sido a
morte
Ou o nascimento de
alguém famoso ou anônimo.
Só sei que lembrei
seus olhos,
Sua boca, sua pele
colada na minha,
Sua falsa distância,
Seu suor tão presente,
Lembrei a tarde e as
manhãs,
As praças e as
escadas,
O carro parado e uns
bombons
Doces...lânguidos...perfeitos.
E diante de tanta
coisa simples, boa ou dolorida,
Tanta artimanha,
esconderijos, chegadas, partidas
Tanto medo, tanto
sonho, sons, letreiros
Fumaças e rodeios,
Lembrei-me do jato
impreciso
E senti como é preciso
Tudo o que sinto.
De repente, me deu
vontade de viver.
06/12/2012


